terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Quando não posso calar

Aqui no meu mundo particular me entrego nas palavras e trago a tona a angustia e o nojo que me dá em ver determinadas coisas na rede social mais popular. Sei que quando vamos atrás temos que estar certos de que podemos encontrar algo, mas é tão angustiante não poder falar nada, não poder fazer nada a respeito por saber que foi você mesma quem provocou tais situações. Dá um nó na garganta só de pensar, e uma vontade enorme de socar a cara de alguém, mas não posso.
Tudo por que a errada sou eu, a escolha ruim que levou a isso foi minha então só posso engolir ou fingir que desceu e esperar um momento adequado com alguém que entenda pra falar.

sábado, 28 de dezembro de 2013



A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida.

Um vôo de vida nova e feliz.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reflexos de um espelho quebrado

Em uma época onde o tempo não espera nada nem ninguém, a precisão de uma decisão é crucial.
Basta que o ser que a detêm sabia avaliar a situação, o contexto e horá de enfim agir.
Mudar é algo gradativo, qualquer mudança mesmo que pequenina exige do ser que a busca um esforço, que pode ser ou não algo infinitamente complexo, e dispendioso como pode ser algo simples, mas isso só se sabe quem busca a mudança.
é tempo de rever conceitos, aprender om os erros, controlar a si mesmo, e buscar no intimo do ser a paz e a felicidade que se busca fora nas coisas mais banais e fúteis.
Hora de tomar as rédias de sua própria história nas mãos e traças algo de que tenha prazer de contar na velhice, algo que servida como um bom adubo para emanar arvores e bons frutos para os que vem depois.
Sendo assim deixo dito que a busca mais bela e significativa é aquela onde tentamos encontrar a plenitude de nosso ser. Pois tão certo como é o nascer do sol é a nova oportunidade que nos é dada todos os dias até o definhar da vida.

Yasmim Raquel
Uma das maneiras mais rápidas de se alcançar plenitude é começar a investir em nós mesmos. Faça hoje alguma coisa pela qual o seu eu futuro lhe agradecerá. ²Beijos!  ~> Bianca Cristianini

''Aqueles que alcançam grandes coisas neste mundo são os que estão dispostos a não se deter diante de nada para tornar possível o impossível. Nunca desista do que você deseja e não permita que ninguém o detenha em seu caminho.
A pessoa com o maior desejo é mais poderosa do que aquela com todos os fatos nas mãos.'' - Yehuda Berg

domingo, 18 de agosto de 2013

Pensa, repensa e só pensa

São quase duas da manhã e eu aqui acordada, por que não consigo para de pensar.
Há uma felicidade e uma angústia tomando conta de mim. O que é o certo? O que é o errado?
Cada dilema que eu vivo é parte de uma questão que tenho? Quais os ganhos? Quais as perdas?
Quanto estou disposta a abrir mão? Será mesmo que devo abrir mão? O que é importante pra mim? E se tudo o que é importante, precisa de uma explicação, uma justificativa. Por que tantos acordos velados? Pra que tantas classificações e qual o sentido delas? O que é justo? O que é o tempo? Se seu tempo é diferente do meu por que tem que ser agora? A quantidade de tempo existente justifica uma decisão imediata? Se eu aceito como fica? Ter que abrir mão do que estou experimentando e descobrindo de mim? Se não aceito, estou apenas fugindo? O que constitui a maturidade? O que fazer com o medo? O que arriscar e o que abrir mão? Tenho que aceitar? E quando existem outras sensações e sentimentos em jogo? O que fazer com eles? O que eu quero pra mim? O que a coragem representa? Qual o poder das palavras sobre mim? Até que ponto é um jogo? Quem precisa ganhar e que precisa perder? Preciso mesmo mudar o tipo de relação? Se não mudar não sirvo? Se não sirvo, por que insistir? Se sirvo, por que não aceitar? Isso é algo meu ou algo advindo de uma questão? Como lidar?




sábado, 17 de agosto de 2013

Sonhos

Hoje, um sábado comum, familia reunida, todos conversando e falando ao mesmo tempo, e minha cabecinha dando voltas, o assunto principal, moradia, pra ser mais especifica PAQUETÁ.
 Falamos tanto, idealizamos tanto que levei nos meus pensamento a sutil ideia de morar lá...
Já no final da tarde cheia de expectativa e ansiedade pela chegada de uma pessoa, continuei com minha ideia de Paquetá.
Ao longo do nosso tempo juntos, conversas, risos e um clima gostoso de quem já se conhece há muito tempo, intimidade é o nome certo para isso. Em meio aos risos e a euforia de tê-lo por perto, uma frase se desprendeu no ar, gerando em mim um coquetel de emoções, senti adrenalina correndo nas minhas veias, senti medo, alegria, e junto com isso milhares de pensamentos fumegando. Ele havia me feito uma pergunta desencadeadora, que me levou ao ponto de tensão que estou agora. Falamos de possibilidades, de casamento, falamos de noivado, de morar juntos, falamos da nossa familia. E ao mesmo tempo que eu estava completamente feliz, por desejar isso a muito tempo, me vi completamente apavorada pela situação, por que simplesmente não me via pronta para ser esposa.
Curioso era saber que no meio das milhares de impossibilidades e obstáculos que colocava eu estava sonhando e planejando e imaginando, uma casa em paquetá, nossa filha, indo a escola de bicicleta, as coisas comuns dentro de casa acontecendo, eu sendo a esposa e ele o marido. Mas por que nos sonhos eu conseguia me desligar tão bem das impossibilidades e no plano real elas eram tão presentes? Ainda não sei, e talvez justamente isso tenha me feito calar e pensar, e chorar depois que ele me beijou e saiu...
Agora estou aqui com meus pensamentos e sentimentos na expectativa de que eu consiga fazer algo a respeito, já que nos meus sonhos as impossibilidades simplesmente não existem.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sentimentos Velados

Faz tempo que não escrevo nada, e pra variar o que me motiva a escrever são sentimentos angustiantes. E o que mais se destaca de todos eles é a raiva.
A raiva está me consumindo a tal ponto de não me permitir chorar, o pouco das lágrimas que consigo derramar, são em silêncio quando me permito tentar sentir não com a cabeça, mas com todo o meu corpo, a raiva que existe em mim agora.
Nunca imaginei que um sentimento fosse capaz de bloquear todo o resto, a minha raiva ganhou uma dimensão tão grande que bloqueou os meus sentidos, sinto como se uma dormência se espalhasse pelo meu corpo e me permitisse apenas pensar e racionalizar tudo o que estou tentando sentir.
Pra mim a raiva está se mostrando como uma comida muito bem temperada, que precisa ser degustada para que eu possa dizer o sabor. Queria poder simplesmente ignora-la mas é impregnante, pois em cada espaço que olho enxergo essa raiva, por que ela está em tudo o que me cerca, por que ela se fez presente em tudo o que sou atualmente.
O pior é que ela não me motiva a coisas boas, ela me remete a vingança e tantos outros sentimentos destrutivos. Mas por que não consigo, simplesmente senti-la, ao invés de racionalizar? Bem simples eu não quero sentir, a dor que ela me causa, o sufocar na garganta e a vontade de fugir de desistir e de mandar um foda-se pra tudo o que há. A minha vontade é gritar , explodir e botar o resto do meu mundo a baixo, mas estou fazendo justamente o contrário, o silêncio tá sendo meu refúgio, a calmaria de um rio é o que sou agora, pelo menos em sua superfície.
Mas eu quero e vou conseguir botar pra fora esse sentimento e será um maremoto passando, tenho certeza. Espero muito que não haja ninguém em meu caminho para afogar.

Luto todos os dias por mim, contra mim e ao meu favor, mas ainda estou tão perdida, talvez agora com toda essa raiva eu consiga mudar o rumo da minha vida.