Hoje, um sábado comum, familia reunida, todos conversando e falando ao mesmo tempo, e minha cabecinha dando voltas, o assunto principal, moradia, pra ser mais especifica PAQUETÁ.
Falamos tanto, idealizamos tanto que levei nos meus pensamento a sutil ideia de morar lá...
Já no final da tarde cheia de expectativa e ansiedade pela chegada de uma pessoa, continuei com minha ideia de Paquetá.
Ao longo do nosso tempo juntos, conversas, risos e um clima gostoso de quem já se conhece há muito tempo, intimidade é o nome certo para isso. Em meio aos risos e a euforia de tê-lo por perto, uma frase se desprendeu no ar, gerando em mim um coquetel de emoções, senti adrenalina correndo nas minhas veias, senti medo, alegria, e junto com isso milhares de pensamentos fumegando. Ele havia me feito uma pergunta desencadeadora, que me levou ao ponto de tensão que estou agora. Falamos de possibilidades, de casamento, falamos de noivado, de morar juntos, falamos da nossa familia. E ao mesmo tempo que eu estava completamente feliz, por desejar isso a muito tempo, me vi completamente apavorada pela situação, por que simplesmente não me via pronta para ser esposa.
Curioso era saber que no meio das milhares de impossibilidades e obstáculos que colocava eu estava sonhando e planejando e imaginando, uma casa em paquetá, nossa filha, indo a escola de bicicleta, as coisas comuns dentro de casa acontecendo, eu sendo a esposa e ele o marido. Mas por que nos sonhos eu conseguia me desligar tão bem das impossibilidades e no plano real elas eram tão presentes? Ainda não sei, e talvez justamente isso tenha me feito calar e pensar, e chorar depois que ele me beijou e saiu...
Agora estou aqui com meus pensamentos e sentimentos na expectativa de que eu consiga fazer algo a respeito, já que nos meus sonhos as impossibilidades simplesmente não existem.
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